PANELA DE PRESSÃO: A NOVELA QUE NUNCA TERMINA

NBB 3:
NÃO TEM FAVORITO

Por Rafael Antonio

A primeira fase do NBB está terminando e indiscutivelmente esta é a edição mais equilibrada desde a criação da Liga a três temporadas atrás. Não dá para cravar que Brasília e Flamengo decidirão o Nacional pela quarta vez consecutiva.

O perde ganha das equipes comprova esta tese. Os líderes até aqui (Pinheiros e Flamengo) já sofreram 7 derrotas no certame. Ao final da primeira fase, os quatro primeiros colocados ainda podem terminar na liderança. Além disso, as equipes de Bauru, Uberlândia e Joinville ainda podem se classificar para o Interligas e quem está mais atrás na tabela de classificação pode aprontar sim nos play offs.

Não podemos descartar que Limeira e São José, hoje um pouco mais atrás na tabela de classificação, poderão ser gratas surpresas na fase decisiva. Por isso acredito que dos 15 participantes, nove equipes são candidatas sim ao título nacional.

Essa teoria também é compartilhada pelo técnico do Itabom/Bauru, Jorge Guerra. Em entrevista ao Jornada Esportiva, Guerrinha afirmou: “Hoje o Flamengo não é tão superior ao time de Limeira. Aliás, pelo encaixe de jogo, não gostaria de encarar o Limeira nos playoffs”, acrescentou.

Estou com ele. Quem é que garante que num eventual play off, o Limeira não supere o Pinheiros, como já aconteceu na final do último Campeonato Paulista. O campeonato está complemente aberto e isso vai deixá-lo sensacional nos próximos dois meses.

Aproveito o momento também para realizar algumas reflexões sobre o NBB 3. Indiscutivelmente a competição está mais organizada, mais equilibrada. Mas algumas arestas precisam ser aparadas. A primeira delas é a questão dos horários. Jogo domingo às 11 da manhã, ninguém merece. Todos reclamam: atletas, torcedores, cronistas, funcionários dos clubes, o descontentamento é quase unânime. É impressionante como cai a qualidade técnica das partidas nos jogos realizados neste horário. Defendo a tese que os melhores dias para jogos de basquete seriam as terças e quintas no período noturno, pois estes dias fugiriam da concorrência do futebol.

Outro ponto fundamental é acabar com esta história de Nacional em paralelo com o Estadual. Além de confundir a cabeça do torcedor, isso é terrível para as equipes. Os paulistas se arrastam neste período do campeonato. Fico otimista, pois estou sabendo que tanto Federação Paulista de Basquete como a Liga Nacional estão prestes a selar o “cachimbo da paz”. A idéia para a temporada 2011/2012 é que o Paulista vá de Agosto ao final de Novembro e o Nacional tenha o seu início entre a última semana de novembro e a primeira semana de Dezembro. Isso seria fantástico. Os dois campeonatos seriam beneficiados e mais do que isso, o basquete brasileiro seria o grande vencedor deste acordo.


Opinião
Página Inicial