AA FIB

FUTSAL:
PACIÊNCIA

por Rafael Antonio

Amigos do Esporte, tenho sido abordado por alguns internautas sobre o desempenho do time da Associação Atlética FIB no Paulista de Futsal. Muitos tem mostrado uma preocupação muito grande, inclusive questionando alguns resultados negativos da equipe na competição.

É preciso ter calma na hora de analisar a equipe bauruense. Não podemos simplesmente por causa de algumas derrotas ou mesmo por conta de apenas uma vitória em nove jogos dizer que o trabalho está sendo mal feito ou então esteja no caminho errado. Muito pelo contrário.

Existem erros como em todo projeto que se inicia, mas também existem virtudes. Em primeiro lugar, admiro a coragem que esta diretoria teve ao encarar de peito aberto a disputa da elite estadual, mesmo sem o devido apoio do empresariado bauruense. Hoje, a folha salarial da equipe bauruense é uma das menores entre os 16 participantes do certame. Não quero aqui dizer que a AA FIB é o “coitadinho” do campeonato. Não se trata disso. Mas fica inegável a cada rodada que o elenco reduzido tem prejudicado a performance da equipe comandada pelo técnico Élton Carvalho.

Além disso, a fórmula de disputa e a tabela da competição foi extremamente ingrata para a equipe bauruense. Não podemos “chorar o leite derramado”, pois os clubes participantes aceitaram e assinaram na Federação Paulista de Futsal, as regras do jogo. Mas convenhamos: competição em turno único acarreta injustiças. Seria mais correto que as 16 equipes tivessem sido divididas em 2 grupos de 8, com jogos em turno e returno. A tabela em turno único fez com que o time da AA FIB enfrentasse cinco dos seis integrantes da Liga Nacional de Futsal na primeira parte do campeonato e se não bastasse, a maioria dos jogos fora de casa acontecem diante dos concorrentes diretos a uma das vagas para a segunda fase da competição.

A equipe também está pagando caro pela sua juventude. Os resultados negativos tem sido um fardo significativo para os jogadores. Isso ficou muito evidenciado no jogo contra a equipe de Rio Preto, na última terça-feira. Ficou nítido que a falta de vitórias tem ocasionado falta de confiança do elenco, principalmente nas finalizações a gol. Talvez neste momento, o principal problema do time bauruense nem seja técnico, mas sim psicológico.

Outros detalhes fora da quadra também estão tirando a tranqüilidade dos jogadores. Está faltando um pouco de sensibilidade por parte da Secretaria de Esportes, que fornece o transporte da equipe. No jogo de Santos, o ônibus da secretaria quebrou e o time chegou em cima da hora para enfrentar um dos melhores, se não o melhor time brasileiro de futsal na atualidade. Esse atraso prejudicou e muito o desempenho da equipe na Baixada Santista. Já no decisivo jogo contra o Rio Preto, a equipe seguiu de micro ônibus, o que causou muito desconforto na viagem dos atletas.

Por todas estas situações, temos que dar um crédito a esta equipe. Precisamos lembrar que esta é apenas a primeira temporada do projeto na Primeira Divisão. É um ano de aprendizado para todos (diretoria, jogadores, comissão técnica, torcida e até mesmo para nós da imprensa). O que precisamos é ter paciência e apoiar o time, principalmente nos dois próximos jogos em Bauru, diante do São Bernardo e Corinthians/São Caetano. Pra cima deles, laranja mecânica!


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