Rafael Antonio

2009: UM ANO PARA O NOROESTINO ESQUECER

Por Rafael Antonio

Faltando três meses para o final do ano e o Noroeste encerra o seu calendário de forma melancólica. No primeiro semestre como todos se lembram, uma somatória de erros que culminaram com a última colocação no Paulistão e a conseqüente queda para a Segunda Divisão. No segundo semestre, mudanças anunciadas. Novo diretor de futebol, novos jogadores, nova decepção. Apesar de serem competições diferentes, muitos dos erros apresentados no Paulistão foram repetidos na Copa Paulista. A começar pela definição do presidente Damião Garcia permanecer ou não a frente da Locomotiva. Esta “novela” a todo final de temporada, que mais parece aquele velho disco de “vinil furado”, prejudicou o planejamento do Noroeste nas duas competições. O trabalho e os treinamentos começaram atrasados e para ajudar as contratações não atenderam a expectativa. Se somar o elenco do Paulistão e da Copa Paulista, mais de 80 atletas passaram pelo clube neste ano.

Lamentavelmente, o Noroeste acabou trazendo quantidade e não qualidade. Tanto é que na Copa Paulista por exemplo, de uma só vez, 12 jogadores “ganharam mala”. Sem contar no número de treinadores. Vamos relembrar: Ruy Scarpino, Fahel Júnior, Zé Rubens, Paulo Roberto e Alfinete. Cinco técnicos em 33 jogos na temporada, ou seja, na média, um treinador não ficou mais que 7 jogos a frente do time na temporada. Números como estes apresentados ajudam a entender o fracasso noroestino na temporada e alertam para que erros como os apresentados neste ano não sejam repetidos em 2010, ano do centenário.

Falando especificamente da Copa Paulista. O time começou muito mal a competição. Melhorou um pouco graças ao acerto em algumas aquisições no transcorrer da disputa e até mesmo pela mediocridade de alguns adversários. Porém, o  Noroeste não foi competente suficiente por exemplo para vencer times como Mirassol, Catanduvense, equipes que ficaram atrás no norusca na classificação, mas que o time bauruense só conseguiu somar um ponto em seis possíveis. Além disso, o jogo do último domingo foi o cúmulo da incompetência. Perder a “penca” de gols e só empatar com o já eliminado Catanduvense foi demais para o pobre coração do torcedor noroestino, que quer mais do que ninguém apagar da memória um certo 2009 do Esporte Clube Noroeste. Que venha o centenário, como mais glórias e acima de tudo, um Noroeste digno de suas honras e tradições.


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